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Consulta ginecológica na adolescência

15 de jul. de 2018
3 min de leitura

Exames dolorosos e acompanhamento dos pais são questões levantadas por adolescentes
Exames dolorosos e acompanhamento dos pais são questões levantadas por adolescentes

Passar da infância para a adolescência gera crises e dúvidas em muitas meninas. Uma das questões que mais gera conflito e medo é a primeira consulta ao ginecologista. Por falta de informação ou timidez, muitas jovens evitam essa situação.

Para a ginecologista Graciela Morgado, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), o momento ideal para a primeira visita ao ginecologista é entre 11 e 15 anos de idade.

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— Geralmente, nessa idade acontece a menarca, a primeira menstruação. Assim é importante a jovem começar o acompanhamento ginecológico e receber todas as orientações. E caso a menarca seja precoce, hoje em dia, temos recursos para bloquear o ciclo menstrual e então a jovem terá chance de crescer um pouco mais. Passar da infância para a adolescência gera crises e dúvidas em muitas meninas. Uma das questões que mais gera conflito e medo é a primeira consulta ao ginecologista. Por falta de informação ou timidez, muitas jovens evitam essa situação.

Para a ginecologista Graciela Morgado, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), o momento ideal para a primeira visita ao ginecologista é entre 11 e 15 anos de idade.

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— Geralmente, nessa idade acontece a menarca, a primeira menstruação. Assim é importante a jovem começar o acompanhamento ginecológico e receber todas as orientações. E caso a menarca seja precoce, hoje em dia, temos recursos para bloquear o ciclo menstrual e então a jovem terá chance de crescer um pouco mais.

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Como é a primeira consulta?

Segundo a ginecologista, a primeira consulta costuma ser uma conversa informal, principalmente se a paciente estiver nervosa ou tímida demais. O ginecologista vai fazer perguntas sobre doenças da infância, hábitos, ciclo menstrual, doenças na família e histórico de câncer de mama. Dependendo da idade ou se a adolescente não for mais virgem, o médico também dará orientações sobre sexo, gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

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Tenho que ir ao mesmo ginecologista da minha mãe?​

Geralmente, as adolescentes se sentem mais à vontade para conversar com profissionais jovens e do sexo feminino. O ideal é escolher um médico de confiança que deixe a adolescente segura para falar durante a consulta.

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Os pais têm o direito de saber o que conversei com o médico?​

As conversas entre médico e paciente são sigilosas, e a adolescente deve ter a segurança de que o ginecologista não vai repetir a consulta para os pais. Porém, se a paciente relatar abusos ou seja diagnosticada doença que a coloque em risco de vida, o médico sem dúvida procurará os pais.

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A mãe deve entrar junto na consulta?​

A vontade da paciente deve ser respeitada. No entanto, no caso de uma mãe autoritária, as perguntas mais íntimas serão feitas no momento do exame.

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Vou ter que fazer algum exame doloroso?​

Se a paciente for virgem, o ginecologista examina apenas os seios, a região abdominal e a parte externa da região genital.

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O exame físico é obrigatório?​

Não. A primeira consulta pode ser apenas para conversar, tirar dúvidas e conhecer o (a) médico (a). E, com toda a privacidade, expor queixas, conflitos e até as dúvidas mais banais.

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A jovem virgem pode ser examinada sem risco?​

Sim. O exame ginecológico da menina será diferente do realizado em mulheres com vida sexual.

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Como é o exame da adolescente virgem?​

Geralmente o exame começa pelas mamas, depois o profissional examina o abdômen, e por fim os órgãos genitais externos.

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Este exame é doloroso?​

Absolutamente não. No caso de ser necessária a coleta de material para exame, ela será feita com cotonete e também não dói.

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Quando é realizado o toque vaginal?​

Apenas nas meninas que já iniciaram viDa sexual. Além do toque, podemos examinar a vagina por dentro e o colo uterino com um aparelhinho chamado espéculo. O toque serve para avaliarmos o tamanho do útero e ovários

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Fonte: FEBRASGO / R7

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Dra. Édily Tourinho WhatsApp
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